Há mais de quatro séculos, na Itália, nascia uma forma de teatro que, entre risos, gestos, improvisações e máscaras, começava a contar uma história que ainda hoje é a nossa. A Commedia dell’Arte nos ensina a observar a vida, a reconhecer nossas contradições e, sobretudo, a compreender um pouco melhor a natureza humana. Arlecchino, com sua esperteza e sua capacidade de encontrar soluções mesmo nas situações mais difíceis, nos lembra que a inteligência também nasce da necessidade. Pantalone, tão preocupado com suas riquezas, nos faz pensar naquilo que realmente tem valor. Il Dottore, com seus discursos intermináveis, nos mostra que saber muitas coisas não significa necessariamente compreender o mundo. Colombina, inteligente, sensível e determinada, nos ensina que a liberdade também se conquista com coragem e perspicácia. E Pulcinella, com suas contradições e sua ironia, nos recorda que o ser humano é feito de muitas faces, nem sempre fáceis de conciliar. Os atores conheciam suas personag...